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Sábado, 20 DE Novembro DE 2010

Um tempo pro Alienista.

Olá Pessoal!

 

Final de ano vocês sabem como é, né? Então, tenho assuntos que estão me incomodando, mas que infelizmente não posso tratar agora.

Alguns exemplos: a metamorfose do preconceito no Brasil. Eu dizia que a disputa eleitoral de 2010 era singular mas confesso que não tinha noção da dimensão. É impressionante como o preconceito e o racismo brasileiro que a antropologia dizia serem velados sofreram mutação desde o segundo turno das eleições.

Outro assunto que está me incomodando é o Enem. Impressionante a cobertura midiática e o interesse da Juíza, Dra. Maia do Ceará em anular a prova. Por que será esse interesse todo em deslegitimar o Enem?

Me sinto ainda na obrigação de terminar uma análise que iniciei acerca de todo o processo eleitoral.

Enfim, assuntos e angústias não me faltam. Falta-me o tempo e a disciplina necessários para dar conta de fazer frente a essas demandas.

Diante disso, decidi pedir um tempo a vocês e informar-lhes que o alienista deve voltar em dezembro e pra compensar o tempo fora do ar tenho alguns planos para melhorar a interatividade do Blog.

 

Abraços a todos e a todas e até breve!

publicado por O Alienista às 13:50
Segunda-feira, 01 DE Novembro DE 2010

Um brinde à vitória de Dilma!

Inicio este post com uma frase que sintetiza meus sentimentos desde ontem à noite: A consciência dos limites do Governo Dilma não sufoca a alegria que proporciona o vencimento dessa dura batalha.

 

Quero aqui me ater à segunda parte da frase, afinal, como brasileiros somos bons torcedores e, como política e futebol  são encarados de forma muito semelhantes por aqui, vamos comemorar a vitória do nosso time.

 

Ainda neste sentido me proponho aqui a separar a objetividade da subjetividade e trabalhar com essa última. Afinal, a subjetividade é um tipo de ópio,  que utilizado moderadamente nos dá força pra seguir em frente encarando as durezas do mundo objetivo.

 

Portanto, do ponto de vista dos avanços políticos e econômicos não há muito a comemorar, mas vamos a alguns aspectos simbólicos que me parecem ter alguma importância.

 

Temos hoje eleita a primeira mulher que governará este país de dimensões continentais. Não conheço Dilma Roussef, mas suas atitudes e seus gestos na vida e na campanha presidencial me levam a acreditar que será essa mulher a presidente do Brasil.

 

Diferente de outros casos em que a mulher é utilizada pelo marido para que ele chegue ao poder, Dilma transparece firmeza, princípios e ideais que lhe permitem assumir a tarefa de representar de forma autônoma as mulheres brasileiras e o povo brasileiro.

 

Mas não é só. Ontem eu pude ver a mulher Dilma Roussef presente em seu discurso da vitória. Claro que ela não falou tudo o que eu queria ouvir (nem podia), mas vi muita convicção, muita determinação, muita coerência e muita sobriedade em seu discurso. Um discurso firme, mas suave como as atitudes das grandes mulheres. Firme nos propósitos, firme nos princípios, mas suave na tolerância à diferença e humilde a ponto de reconhecer que sua vitória não é só uma vitória pessoal.

 

Dilma me parece ser uma dessas mulheres brilhantes que temos nos quatro cantos desse Brasil.

 

Dilma encarou com firmeza e com estrutura emocional ímpar os mais terríveis desafios nessa eleição.

 

Essa mulher nunca havia participado de uma disputa eleitoral e teve que encarar a fúria de uma imprensa golpista que diariamente e a todo custo tentava lhe dar uma rasteira.  Tenho a impressão de que nunca, depois da abertura democrática a imprensa brasileira esteve tão engajada e disposta a abrir mão de todos os princípios básicos de sua atividade para eleger aquele que deveria representar melhor os seus interesses.

Uma imprensa golpista ao ponto de exigir liberdade de expressão e demitir de seus quadros os jornalistas e articuladores que não lessem sua cartilha. Foram dezenas deles.

 

Dilma enfrentou ainda os setores mais retrógrados da sociedade.  Enfrentou a TFP e todo um conjunto de forças conservadoras presentes na Igreja Católica, incluindo o Papa. Enfrentou os interesses perversos de alguns pastores que, de olho em concessões de canais de televisão colocaram à serviço da causa neoliberal decadente de seu adversário um exercito de zumbis prontos a reproduzirem os discursos preconceituosos, mentirosos e despolitizadores produzidos pela campanha oficial do candidato Serra.

 

Enfrentou enfim uma das campanhas políticas mais sujas da história, onde precisou lutar contra a calúnia, contra a difamação, contra a mentira e muitas vezes contra ex-colegas que agora se colocam em trincheiras opostas.

 

Teve, em muitos casos que ceder em questões importantes a exemplo da discussão acerca do aborto e da união homossexual a fim de conservar o eixo do projeto que trazia consigo.

 

Dilma se mostrou uma grande guerreira, uma mulher que para iniciar sua campanha precisou vencer um câncer. Isso não é pouca coisa!

 

Enfim, quero aqui manifestar minha alegria pessoal por todo o conteúdo simbólico que a vitória de Dilma representa para as minorias desse país.

Que Dilma tenha a sabedoria e inteligência necessárias para continuar representando a grandeza da mulher brasileira e que possa também nos representar enquanto país diante do mundo e que faço isso de braços dados com os demais irmãos latinos.

 

Um brinde à Dilma! Um brinde a mais um passo que foi dado pelo Brasil dentro da democracia burguesa!

 

Em tempo: Quanto ao resto (resto?): construir uma sociedade para além do capital não é papel do Estado, é um papel exclusivo da classe trabalhadora.

publicado por O Alienista às 18:54

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