Dos subterrâneos das eleições 2010.

Eu estava enganado quando em um post anterior disse que não via nada tão terrível desde 89. A coisa é muito pior do que eu pensava. Tirem suas próprias conclusões:
14 de outubro de 2010 às 14:56

A direitona mostra organização para chegar ao poder: “Nossa marca é crise” moral

por Luiz Carlos Azenha

O resultado do segundo turno é uma incógnita. Tudo pode acontecer. O eleitorado já demonstrou, às vésperas do primeiro turno, que é volátil.

Dilma Rousseff chegou a atingir 56% da preferência (no tracking do Vox Populi) faltando duas semanas para a eleição.

Desde então, no entanto, vem caindo. Está claro que o governo, a candidata, os assessores dela e o PT subestimaram a campanha subterrânea movida não somente, mas principalmente através da internet. Uma campanha científica, provavelmente adotada por recomendação do tal consultor indiano, que deixou o Brasil antes que suas digitais fossem parar na Polícia Federal.

As técnicas empregadas pela oposição se parecem muito com as utilizadas pela campanha de John McCain, nos Estados Unidos, contra Barack Obama, como descrevi em artigo de 26 de abril de 2010: objetivam deslocar o eixo do debate do racional para o emocional, estimulando medos, preconceitos e oferecendo um “salvador da pátria”.

Esta campanha continua enquanto você lê este texto. O eixo dela se desloca para assuntos novos, que ainda não foram saturados no bombardeio virtual. De Dilma, a abortista, para a guerrilheira que pede indenização milionária; de Dilma, apoiadora das FARC, para a candidata que é mera figurante de uma profecia segundo a qual ela morre e assume o vice satanista (é a nova, entre os evangélicos).

Esta campanha tem o dom de deslocar o debate das questões que realmente importam para o futuro do Brasil. Leia mais!

publicado por O Alienista às 04:17